segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Assim não

Estive a ver a reportagem na SIC sobre os Bombeiros que salvaram uns seguranças na Serra Díre, no meio da Neve. Estes estavam presos na NEve.Como possível que nesta País não hajam motos de neve a equipar os Bombeiros destas Zonas. Depois compramos Blindados para americano ver. Assim iremos longe não haja dúvida.

sábado, 17 de setembro de 2011

O corte na despesa


Ponto da situação

Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor

7:27 Quinta feira, 15 de Set de 2011
Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.
A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife. "Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.
Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.
Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira. Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar. Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.
Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor. Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha.


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sábado, 3 de setembro de 2011

Soares teme que classe média não suporte tantos aumentos de impostos


Soares teme que classe média não suporte tantos aumentos de impostos

Ontem

O ex-Presidente da República Mário Soares considerou que se está a caminhar para o limite do que a classe média portuguesa pode aguentar em termos de impostos, admitindo que "não esperava tanto".
 
foto PAULO JORGE MAGALHÃES/GLOBAL IMAGENS
Soares teme que classe média não suporte tantos aumentos de impostos
 
"Não estou surpreendido, mas não esperava tanto", afirmou Mário Soares, em declarações aos jornalistas à chegada de um jantar na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo, quando questionado sobre o mais recente aumento de impostos anunciado pelo Governo.
Reconhecendo que vê estas novas medidas "com preocupação", o histórico socialista admitiu ainda que se está a caminhar para o limite do que a classe média pode suportar em termos de impostos.
"Acho que sim, estamos a caminhar para lá ", sustentou, recusando, contudo, apontar uma solução alternativa, alegando que não é ministro.
Questionado sobre a possibilidade de ser introduzido um limite ao défice na Constituição portuguesa, Mário Soares recomendou alguma prudência.
"Como sabe mexer na Constituição é algo que implica dois terços, portanto, aí tem que haver um bocado de cuidado", declarou.
Contra a "subserviência" à 'troika'
O ex-presidente da República Mário Soares considerou também que Portugal tem condições para crescer sem vender o seu património "por tuta e meia" e sair da crise sem ser subserviente à 'troika', que "são os tipos dos mercados".
Ao intervir durante o jantar-conferência na Universidade de Verão do PSD, Soares disse que "Portugal tem condições humanas e naturais para crescer e vai consegui-lo, sem alienar - como alguns querem -- o seu património, vendendo-o por 'tuta e meia', até a empresas nacionalizadas no estrangeiro".
Na sua intervenção, que se centrou na globalização e no diálogo entre gerações, o histórico socialista não passou ao lado do tema da crise e do endividamento do País, frisando que "há muita coisa para além da dívida".
Contudo, Soares não deixou de apontar alguns caminhos, defendendo que Portugal não tem de estar "sempre de chapéu na mão e ser subserviente em relação à 'troika'", que "afinal são os tipos dos mercados".
Como disse: "Não temos de estar subservientes a essa 'troika'", considerando que Portugal conseguirá sair da crise com a ajuda de uma nova União Europeia solidária e mais igualitária, "sem que seja necessário chegar aos extremismos que preconiza essa 'troika', que não é uma Bíblia".
Por outro lado, preconizou ainda o antigo presidente da República, é preciso "dominar os mercados e meter na ordem os paraísos fiscais e as agências de 'rating' no plano internacional".
Caso contrário, o euro e a União Europeia serão "destruídos", o que seria "uma calamidade", não só para todos os Estados membros, como para o mundo, que ficaria, "de todos os pontos de vista, sem controlo", continuou Mário Soares.
"Não creio que os dirigentes europeus sejam tão irresponsáveis - têm sido um bocado - que aceitem, sem reagir, que a União Europeia, o projecto político mais original desde sempre, se auto-destrua", declarou, confessando, contudo, não estar seguro disso.
Logo no início da sua intervenção, referiu-se ao facto de estar num jantar da Universidade de Verão do PSD, considerando ter sido "uma prova de inteligência" dos organizadores terem convidado alguém que é "adversário político".
Contudo, ressalvou, em democracia não há "inimigos", mas sim adversários, que até podem ser amigos pessoais, como é o caso da relação que tem com o eurodeputado Carlos Coelho ou com o fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

II Grande Guerra começou há 72 anos


Há 72 anos, a invasão da Polónia pela Alemanha desencadeou a II Grande Guerra e mergulhou a Europa num longo período de conflito, morte e devastação.

Ana C. Oliveira (www.expresso.pt)
16:48 Quinta feira, 1 de setembro de 2011

Foi uma das épocas mais negras da História da humanidade e teve início há 72 anos, quando, a 1 de setembro de 1939, as tropas alemãs, ordenadas por Adolf Hitler, invadiram a Polónia.


A invasão da Polónia foi o acontecimento que desencadeou a II Grande Guerra, o segundo grande conflito geopolítico que marcou o século XX e determinou o destino das nações que, com o seu final, viram muros serem construídos, potências a emergirem e uma corrida ao armamento que dividiu o mundo em dois, instalando o frágil equilíbrio do terror.

A II Grande Guerra, entre 1939 a 1945, devastou a Europa, provocando enormes prejuízos materiais, tanto nos países derrotados, como nos vencedores, e a morte de mais de 60 milhões de pessoas, entre as quais, cerca de seis milhões de judeus.

Uma Alemanha do tamanho da Europa e arredores


Em 1933, a Alemanha proclama o terceiro Reich (império), um período da História do país geralmente associado ao regime totalitário fascista, liderado por Adolf Hitler. Em 1934, este autoproclama-se Führer (líder), após a morte do Presidente alemão Paul Von Hindenburg.

A Alemanha Nazi, com Hitler na liderança, pretendia controlar toda a Europa central e construir um império alemão, que também deveria incluir as colónias francesas e britânicas em África.

Em Mein Kampf, livro editado em 1926, Hitler defendia a exterminação das "raças inferiores" e a expansão do Reich, de forma a conseguir o "espaço vital" necessário à elevação do povo ariano.

O horror de Mein Kampf na prática


Em 1938, a Alemanha anexa a Áustria, numa clara violação ao Tratado de Versalhes, o acordo de paz assinado em 1919 que marcou o fim da I Guerra Mundial.

Ignorando as tentativas diplomáticas dos países ocidentais para evitar o conflito, Hitler acaba por invadir a Polónia a 1 de setembro de 1939, dias depois de assinar com a União Soviética um pacto de não-agressão, em Moscovo, no qual foi acordado que a Europa Ocidental seria dividida em duas áreas de influência.

Em resposta à invasão da Polónia, a França e a Grã-Bretanha declararam guerra à Alemanha, no dia 3 de setembro de 1939.
A II Grande Guerra, que se travou entre as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), e os Aliados (Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e, posteriormente, a União Soviética), tinha começado. O mundo nunca mais seria o mesmo.


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