domingo, 15 de outubro de 2017

Igreja vai fazer testes para proibir seminaristas gays

Esta é para rir....

Bispos averiguam passado dos candidatos, que vão ser sujeitos a testes psicológicos para garantir que não são gays ou pedófilos.
Os candidatos a seminaristas vão ser sujeitos a testes psicológicos e o seu passado será investigado. O objetivo é evitar a admissão de padres com "tendências homossexuais", pedófilos ou com doenças mentais. Os testes serão feitos por psicólogos - ainda estão por definir os procedimentos - e as averiguações sobre a história de vida envolverão as famílias, padres e "senhoras que conheçam o candidato".
Bem fazer testes para evitar pedófilos concordo. Fazer testes para evitar doentes mentais também, se bem que deveriam afastar os senis e incapazes mentais que proliferam a gerir estas paróquias por aí fora, mais vale uma paróquia sem padre do que com um padre que afaste os seus paroquianos.
Agora fazerem testes para averiguar a homossexualidade ?? então os padres não fazem votos de celibatário ?? o que interessa saber se seriam ( na vida "civil") homossexuais ou heterossexuais ?? mais uma falsa questão... E ainda por cima as averiguações vão envolver as famílias, os padres e as beatas ?? Já estou a ver: a mãe dele não deu dinheiro para assear o altar, já a lixo e digo que o filho não serve para padre.  É mesmo assim que vão ter mais padres. Deveriam é apostar em formar leigos competentes e válidos que ajudem as comunidades a crescer e a se valorizarem....

Isto é tudo muito bonito. Mas depois como é que se paga?


No jornal/site Eco está este artigo de opinião de Paulo Ferreira.

Isto começa a ficar um bocado esquisito...
Até o Carlos Carvalhas (cacete carvalhas.....) diz que se aproxima novo resgate.

Este Governo governa, somente, para a fotografia. O importante é ficar bem na foto. Os próximos que fechem a porta....

Em 2018 teremos, basicamente, a repetição da fórmula: aumento estrutural da despesa que é paga, em grande parte, com receitas conjunturais ou extraordinárias. E quando estas desaparecerem?
Raramente um único orçamento anual representa, só por si, a desgraça ou a salvação de uma economia. Mesmo os governantes mais empenhados e eficazes não conseguem, em 12 meses, fazer tantas asneiras ou ter tanta virtude de forma a mudarem de forma decisiva e duradoura o que quer que seja.
Isto acontece, em grande parte, porque cada orçamento recebe sempre uma herança a partir da qual é feito: um conjunto de leis que obriga a um determinado montante de transferências, um certo número de organismos e funcionários, níveis salariais, dívida para pagar, melhor ou pior capacidade de financiamento do Estado, estrutura fiscal, serviços contratados, investimentos em curso, etc.
Depois, há a conjuntura externa que nenhum ministro das Finanças controla e que tem impacto nas contas. E só depois disso, na margem relativamente estreita que resta, se reflectem as opções políticas, económicas e financeiras. É como conduzir um navio de grande porte: o destino perante qualquer obstáculo ou dificuldade foi decidido umas largas centenas de metros atrás e não no momento em que se está perante eles.
Recuando uns anos, diria que os Orçamentos de 2010 ou 2011 foram já pouco decisivos para a desgraça que nos haveria de ocorrer. O problema é que a longo de anos fomos acumulando desequilíbrios, patamares rígidos de despesa, compromissos para pagar e dívida para alimentar de tal forma elevados que mesmo com um ajustamento duríssimo nunca seriam revertidos num ou dois anos. Como, aliás, sentimos e continuamos a sentir.
Quando se olha para um exercício orçamental a questão é, então, a de tentar perceber o que é que cada governo está a fazer com os graus de liberdade que tem em mãos, não apenas para o ano em causa mas, também, para os que se seguem.
O Orçamento do Estado para 2018 é já o terceiro deste governo e permite-nos, por isso, olhar para a estratégia orçamental que está a ser seguida para além da espuma do curto prazo.
Este governo tem, notoriamente, a maior margem de manobra orçamental da última década. Não só recebeu um Estado com um défice já em torno dos 3% – embora à custa de impostos muito elevados e de cortes temporários e extraordinários na despesa – como beneficia de um ciclo positivo com a economia a acelerar, o desemprego a diminuir e as taxas de juro em queda nos últimos meses, fruto da confiança que o país foi reconquistando junto dos credores.
Em contrapartida, o Estado continua com uma dívida muito elevada e que continua a subir. Neste contexto, que é que tem sido feito?
Tem-se aumentado a despesa salarial da função pública e prestações sociais e reduzido impostos sobre o rendimento das famílias e para alguns sectores específicos, como foi o caso dos restaurantes.
Isto tem sido pago com o aumento de impostos sobre o consumo, cortes nas compras do Estado, cortes no investimento, poupança nos encargos com juros e algumas receitas extraordinárias como o perdão fiscal ou os dividendos do Banco de Portugal.
A conjuntura favorável tem permitido que, ano após ano, o saldo seja atingido e até com reduções do défice além do previsto, o que se aplaude. E isso tem sido conseguido com as permanentes correcções que vão sendo feitas na execução orçamental ao longo do ano, compensando os desvios provocados por derrapagens nalgumas despesas ou em alguns impostos. Foi assim em 2016 e está a ser assim em 2017.
Em relação a este ano, o relatório do Orçamento para 2018, apresentado esta sexta-feira, mostra que as despesas com pessoal deverão ficar 430 milhões acima das previsões. Pois, não há milagres. Voltou a aumentar o número de funcionários públicos – contrariando o compromisso feito com Bruxelas de admitir apenas um funcionário pora cada dois que saíssem – e a passagem do horário semanal de trabalho de 40 para 35 horas também aumentou a despesa.
As prestações sociais também estão cerca de 400 milhões acima do previsto.
Como é que isto está a ser compensado, de forma a conseguir-se mesmo um défice inferior ao previsto? Primeiro com uma receita de impostos que deverá ficar acima do previsto em cerca de mil milhões de euros. A carga fiscal, medida no seu peso na economia, vai subir e não descer, como o Governo disse há um ano.
Depois com a ajuda da factura de juros, que nenhum governo controla, que deverá ser 700 milhões inferior ao orçamentado. E também com mais um corte no investimento, que tem uma descida de 450 milhões em relação ao orçamentado.
E para 2018, o que decidiu o governo? Vai avançar o descongelamento das carreiras da função pública (211 milhões de impacto só em 2018), vão ocorrer novos aumentos extraordinários das pensões (154 milhões) e uma redução generalizada do IRS (490 milhões).
Isto vai ser pago com aumentos de impostos, sobretudo sobre o consumo, muito mais discretos do que o IRS (230 milhões), dividendos do Banco de Portugal (148 milhões), poupança em juros (307 milhões) e uma dita contenção – não confundir com corte – de outra despesa (480 milhões).
Temos, basicamente, a repetição da fórmula: aumento estrutural da despesa que é paga, em grande parte, com receitas conjunturais ou extraordinárias.
Não está em causa se o IRS deve ser reduzido – sim, deve, tal como o IRC e outros impostos -, se as carreiras na função pública devem ser retomadas ou se as pensões devem ser aumentadas, sobretudo as miseráveis pensões mais baixas.
O que está em causa, agora como no passado, é se o Estado e a economia podem suportar esses encargos de forma continuada, sem sobressaltos e sem hipotecar as condições competitivas e para a criação de riqueza no futuro. É que a generalidade dos aumentos de despesa ficam para os próximos anos e serão muito difíceis de reverter, como se viu no período da troika.
Agora estamos num período de crescimento económico, de juros mais baixos e de dividendos do Banco de Portugal que vão dando para pagar todas estas facturas. Mas, e daqui a dois ou três anos? Conseguimos pagar estas facturas se houver um abrandamento? E se os juros subirem dois ou três pontos? Não precisamos sequer se colocar em cima da mesa um cenário mais radical de uma crise financeira profunda.
Além disso, as margens de liberdade orçamental que agora dispomos não estão a ser aproveitadas para melhorar a posição competitiva do país. A carga fiscal volta a subir este ano, o desprezo pelas empresas e pelas suas condições de competitividade é evidente, o combate aos meandros da burocracia não existe e o Estado vai voltando a engordar, em vez de ganhar agilidade e eficiência. Continuamos sem uma cultura de regulação forte, a concorrência nos negócios é desvalorizada. Voltamos ao imobiliário. A taxa de poupança está em mínimos históricos.
As políticas públicas, com destaque para a orçamental, demitem-se de dar aos agentes económicos os incentivos certos para sairmos da letargia.
Virá o fim do ano, com o défice em baixa e toda a gente mais ou menos satisfeita, mesmo aqueles que pagam nas lojas os impostos que deixaram de pagar no IRS. As contas do ano batem certas e isso é que importa. Agora até a vaga de turistas ajuda a disfarçar as nossas eternas fraquezas.
E nem reparamos que o fardo está de novo a aumentar sem que alguma coisa mude ou se aprenda com os erros do passado recente. Este ano ainda podemos suportá-lo. Em 2018 talvez. E depois? Importam-se de explicar ou isso não é conversa que se tenha à mesa do orçamento?





https://eco.pt/opiniao/isto-e-tudo-muito-bonito-mas-depois-como-e-que-se-paga/

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Eleições autárquicas

No passado dia 1 de Outubro foram as eleições autárquicas. Na minha freguesia mudou o presidente da junta, e o partido que suportava a junta.
O mais caricato foi o que aconteceu após. Houveram pessoas, da lista perdedora, que eliminaram amigos do facebook, que pertenciam à lista ganhadora.
Ainda há muita arrogância e falta de cultura democrática. Quem não é por mim é contra mim, devem alguns pensar...
Só merecem a minha pena.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Furacões e algumas imbecilidades

Com estas notícias sobre o furacão, Irma e outros, há algumas ridículas....

  • Um xerife de alguma localidade nos Estados Unidos pediu às pessoas para não dispararem contra o furacão......há mesmo burros assim ???
  • Vi também umas imagens de umas ventoinhas viradas contra o furacão ???
  • Tenho um "amigo" no facebook, comunista, que escreveu: "CUBA o País que se preveniu e defendeu do (Irma) furacão! E de momento não regista vitimas humanas!"  Só que infelizmente a natureza não liga a cores, raças, regimes, religiões e outras coisas.. Haverá alguém suficientemente "quadrado" para pensar que determinado partido e/ou regime é alheio às intempéries......

sábado, 9 de setembro de 2017

Férias - Sevilha

Daqui até Sevilha a maior parte do trajecto foi feito sem ser em Auto-estrada. Somente passar na zona de Pedrogão Grande causou algum transtorno, maioritariamente emocional. Haviam sítios que só se via terra, e floresta, queimada. Nem dá para imaginar o inferno que terá sido.
Rapidamente se chega a Campo Maior. Daí a Badajoz é um saltinho. O contraste entre uma e outra localidade, separadas por poucos quilómetros.
Campo Maior cresceu, e cresce, à sombra do império ( no bom sentido) do grupo Delta. Badajoz parece uma grande cidade, movimentada .....
Com algum esforço, por causa do calor, lá se chega a Sevilla.
A grande diferença em chegar a Sevilha é o custo das portagens, desde que saí em Coimbra que não paguei um tusto de portagens. De realçar que em Espanha eram sempre em Auto vias, ou lá como eles as chamam, com traçado de Auto-estrada..


Em Sevilha estava um calor Infernal, eram 19 horas e o termómetro ainda marcava os 40º.



Para ver a cidade nada melhor que andar de coche, afinal férias é férias..


Amanhã dou mais notícias..


Depois de uma noite, mal dormida. A cama do alojamento local onde fiquei, em ferro, chiava por todo o lado ( e não é aquilo que estão a pensar ). Até se mexe-se a perna a cama gemia... Apesar de bem localizado, perto de quase tudo, era numa rua bastante estreita onde passavam carros e com um bar mesmo debaixo. 
Cheguei a acordar com o barulho que a cama fazia enquanto nela dormia. A reserva era de 4 e só havia 3 toalhões de banho, e 3 rolos de papel para 2 noites. Não há insonorização dos barulhos da rua.
Reservaloen Mariano de Cavia

Havia um pequeno supermercado, mesmo à porta o que tornou melhor arranjar o pequeno almoço.
No Domingo fomos até à isla Máquica. É porreiro, mas só isso, nada de extraordinário. algo ultrapassado. De rir só uma tradução numa das diversões. Em espanhol dizia: Montar los niños entre 2 adultos. Traduziram: Montar as crianças entre 2 adultos.....





terça-feira, 23 de maio de 2017

Anda um pai a criar uma filha para isto…

http://observador.pt/opiniao/anda-um-pai-a-criar-uma-filha-para-isto/
UNIVERSIDADES

Anda um pai a criar uma filha para isto…

5.015
29
Estes rapazes e raparigas terão os seus filhos e as filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots.
Indo directamente ao assunto e usando a terminologia dos próprios alunos universitários que montaram as barracas das Queimas das Fitas, este ano houve tendas particularmente más em alguns dos queimódromos: a “Tenda das Tetas”, onde bastava “mostrar as mamas” para ter bebidas à borla, e a barraca onde as raparigas também não pagavam se dessem beijos na boca umas das outras. Não estamos a falar de beijinhos infantis (que já seriam de mau gosto, até para raparigas que vivem a sua homossexualidade com autenticidade e sem exibicionismos), mas de beijos pornograficamente demorados, elaborados, incitados e aplaudidos pelos rapazes em volta. Beijos de bordel, dados em estado líquido, note-se, com níveis de alcoolémia de rebentar qualquer escala.
Não estive em nenhuma das Queimas, seja a do Porto, de Braga ou de Coimbra, mas bastaram-me três brevísssimos vídeos, destes que circulam nas redes sociais e no whatsapp (que um comité de ética me enviou por ser jornalista e cronista, para perceber a extensão do fenómeno, e para que não escrevesse sem saber exactamente sobre o que estava a escrever), dizia eu que me bastaram estes três fragmentos descarada e propositadamente gravados para circularem na net, para compreender que a realidade ultrapassa a ficção. Em todos podemos ver as caras e os corpos dos estudantes envolvidos, em todos se ouvem gargalhadas e frases obscenas em tudo iguais às que já vimos ou ouvimos no cinema, ou em documentários sobre assédio, bullying, estupro e outros abusos. Dá náuseas ver estes vídeos, confesso, mas são uma realidade real, nua e crua. Servem para perceber de que falamos, quando falamos de animação em certas festas estudantis.
Pergunto-me quem serão os pobres pais das raparigas e rapazes que confundem prostituição com diversão? Mas também me pergunto quem serão estas mulheres que não conhecem a história das mulheres, nem as suas lutas, provações, perseguições e privações ao longo dos séculos? Estas raparigas andam na universidade, mas não sabem básicos essenciais sobre a Humanidade. Não só aceitam as regras do jogo, como estimulam a perversidade dos homens, entregando-se a estas supostas brincadeiras com leviandade. Universitárias e universitários deste calibre são um verdadeiro retrocesso civilizacional. Não é preciso ser feminista para sofrer por ver uma rapariga vender-se por um copo ou dois de cerveja.
Nestas e noutras tendas parece que nunca faltou freguesia e o alcool jorrou até nascer o dia. Os rapazes e as raparigas beberam torrencialmente shots atrás de shots (tão baratos, afinal, pois bastava “mostrar as mamas” e deixar o soutien pendurado na tenda para ganharem mais bebidas de borla!), tudo à custa da exposição barata da intimidade do seu corpo. Ou à custa da exibição de beijos entre mulheres, escandalosos beijos pagos a dobrar, pois faziam-se rodas e as bebidas duplicavam se as raparigas beijassem à esquerda e depois à direita, trocando de pares para gáudio dos voyeurs.
Ver rapazes e raparigas embriagados, aos bordos, a dizerem e fazerem coisas estúpidas é degradante. Vê-los em multidão, a pedirem e a consentirem comportamentos bizarros, é alarmante. Sabemos que certas praxes académicas vão ainda mais longe e são muito mais humilhantes do que isto, por não deixarem margem ao livre consentimento e funcionarem em modo submissão, mas não deixa de ser chocante ver estudantes universitários divertirem-se comprando-se e vendendo-se uns aos outros de formas mais ou menos obscenas. E fazerem tudo isto de livre vontade, sem serem obrigados a nada. Só porque sim e porque assim não pagam bebidas.
O efeito manada é perverso e estupidificante. Aliás, só assim se compreende que apesar de individualmente alguns destes alunos de cursos superiores condenarem comportamentos abusivos e serem capazes de participar em manifestações pelos direitos humanos ou assinarem petições públicas contra violações colectivas na Índia, para dar um exemplo recente, possam em noites de muitos copos perder a cabeça e a noção dos limites.
Podem argumentar que a promiscuidade neste tipo de festas é um clássico universitário e só lá vai quem quer, ou quem não se importa de participar, mas não tenho a certeza de que lá estejam só rapazes e raparigas hiper conscientes da sua própria inclinação à devassa. Muito pelo contrário. Nestas Queimas há bilhetes para famílias e estudantes do secundário. Ou seja, podem lá ir pais com filhos e também podem ir adolescentes sozinhos, pois supostamente as Queimas são festas abertas às cidades onde decorrem. Há concertos e acontecimentos culturais, vêm músicos e artistas de outros pontos do país, e tudo isto revela que as Queimas não são festas só para adultos. Muito menos são consideradas festas pornográficas ou orgias colectivas, que também as há por aí, mas para gente que sabe exactamente ao que vai.
Durante e depois da semana da Queima houve queixas e levantaram-se processos. A Polícia Judiciária está a investigar o caso do alegado abuso sexual de uma jovem num autocarro, mais uma situação que envolveu vários estudantes e foi filmada com o mesmo propósito de divulgar nas redes sociais. Este caso já fez correr muita tinta nos jornais, mas ainda ninguém sabe como vai terminar. No meio de tudo isto, ficamos a saber muitas coisas sobre sites e grupos secretos que operam no facebook e foram criados para partilhar conteúdos sexualmente explícitos. As notícias são inquietantes, os vídeos tornam-se virais e todas as raparigas e rapazes que se vêem nos vídeos ficam para sempre reféns destas mesmas imagens. Não há volta a dar. Ninguém saberá nunca a que mãos é que estas imagens vão parar. Nem quando é que vão parar de circular.
Perante esta realidade é impossível não olhar com perplexidade para o cúmulo de excessos, mas também é impossível não nos interrogarmos. Algumas perguntas têm que ficar a fazer eco e a incomodar-nos. Questões sobre quem organiza tudo isto, naturalmente, mas também sobre as relações entre pais e filhos, alunos e professores, amigos e amigas. As famílias já não são o que eram e, por isso, ninguém sabe até que ponto uma rapariga ou um rapaz têm condições para entender o impacto daquilo que estão a viver. Muito menos para fazerem a sua catarse pós-ressaca, no caso de terem consciência do que viveram durante a bebedeira.
Estes rapazes e estas raparigas são jovens e têm um futuro pela frente. Muitos deles virão a ser pais, terão os seus filhos e as suas filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots ou de cervejas. Neste tempo, em que são filhos, entram no jogo e estabelecem os seus valores e preços, mas será que gostariam que a sua filha se prostituísse e fosse filmada enquanto se prostituia? E será que não se angustiariam com o facto de essas imagens ficarem para sempre na net?